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08/06/2014

O sofrimento masculino



Vivemos um momento no qual muitos dos papeis que foram investidos de um caráter totalmente másculo já não respondem mais as novas exigências que se fazem presentes. Se por um lado existe uma imensidão de possibilidades de ser e de viver há, por outro, uma espécie de sufocamento diante das dúvidas sobre qual identidade escolher, e como a por movimento. Ser apenas mais um macho no meio de outros machos correndo atrás de dinheiro, mulher e poder já não é suficiente. Os homens vivem uma série de dilemas, medos e o que é mais terrível, não podem transformar esses dilemas e medos em palavras, não podem confessar que não sabem o que fazer nem que direção seguir. E assim um problema terrível é tratado como um probleminha qualquer – e o homem de hoje não encontra apoio para se tornar um homem melhor.
Sim, os homens estão sofrendo. E por que os homens estão sofrendo? Pode-se sofrer por vários motivos, mas há alguns motivos que são mais recorrentes que outros quando falamos de sofrimento masculino. Não se trata de descrever aqui sofrimentos advindos de acidentes ou de doenças, da falta de trabalho ou de mulher. Sofre-se, sobretudo, por não se poder ser o homem que se deseja ser. Sofre-se por não ter a quem recorrer quando se quer desabafar sobre o desconforto que é não poder ou não saber ser um homem pronto para o tempo e a realidade que se apresenta para ele.
De um lado vemos os homens e do outro os papeis que eles têm de viver. Os dois lados já não fazem conexão. Pois o que temos é: de um lado os homens e do outro um conjunto de papeis destinados a esses homens que já não fazem o mesmo sentido que faziam antes. É desse dilema que nasce a questão: quais os papeis que cabem hoje aos homens viverem e como estes papeis devem ser vividos?
A velha formula básica de dinheiro, trabalho e mulher já não preenche tão bem e completamente como um dia pôde ter feito, dando a este homem a segurança e a coragem necessária para encarar a vida e seus dilemas. Afinal, a vida era breve e os dilemas eram poucos (para a grande maioria dos homens se resumia a escolha da mulher que cuidaria da casa e de como prover a família). Os antigos hábitos que denotavam masculinidade se encontram diante de uma realidade cujos papeis que vivenciavam esses hábitos já não possuem as antigas justificativas que legitimavam suas formas de ser. É certo que os velhos modelos de masculinidade ainda podem ser vistos ou citados como boas referências em vários lugares (filmes, revistas, novelas, programas, assim como nas falas de pregadores de vários âmbitos), mas não esconde o fato destes modelos estarem deslocados no tempo e espaço.
O resultado é que hoje os homens são uma represa inconfessável de sentimentos barrados e nada ou muito pouco de afetuosidade.
Não é de estranhar que a solidão masculina é tão pouco vista e falada. Muito pouco ou nada se fala sobre como e os motivos pelos quais os homens se encontram sozinhos. Os homens são seres em solidão e em silêncio. Haja vista o fato dos homens não se envolverem emocionalmente com os problemas de outros homens, uma vez que há uma regra silenciosa do universo masculino no qual nenhum homem deve recorrer a outro homem para mostrar fragilidade. Daí que para os homens as emoções não podem ser transformadas em palavras, a não ser que saia na forma de agressão ou queixa bruta, nunca na forma de desamparo, fragilidade ou dor. O resultado é que pouco se fala, sobretudo seriamente, dos dilemas atuais dos homens. A ideia geral é: se tem dinheiro no bolso, se pega mulher e toma cerveja, não tem do que reclamar. E assim vemos andando pelas ruas homens e mais homens que não se apresentam como portadores de uma postura mais afirmativa diante da vida e dos outros. Homens anoréxicos de sentimentos e sensação que se empanturram de sons altos, de energéticos e vodcas que são regurgitados com refrãos de músicas que espelham o espírito de uma época de homens cujos corpos e almas estão frágeis e infelizes.






P.S.: Em todas as épocas homens e mulheres sofreram. O que muda são os motivos que levam ao sofrimento. A nossa época nos faz sofrer por motivos que são advindos da nossa forma de viver, especifica da nossa época, por conta disso é para estes problemas que devemos encontrar respostas, são sobre eles que devemos discutir.


Alexsandro



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14/08/2011

Apoio exagerado


Geralmente quando um casal tem problemas entre si o conselho comum é o de que eles devem buscar ser mais solidárias entre si, entretanto, uma série de estudos da Universidade de Iowa mostra que o apoio exagerado ou a forma errada de suporte pode realmente fazer mais mal do que bem.
Estudo recente de casais heterossexuais em seus primeiros anos de casamento verificou que o apoio é muito mais difícil para um casamento que não é satisfatório. Por sua vez, quando se trata de uma relação satisfatória, ambos os parceiros estão mais felizes quando o marido recebe o tipo certo de apoio na hora certa e se a esposa recebe apoio quando de fato precisa.
Os resultados ilustram a necessidade de se entender de várias maneiras as reais necessidades do parceiro e ser seu suporte, bem como a importância de comunicar o que necessitam e quando,
Erika Lawrence, professora de psicologia na Faculdade UI de Artes Liberais e Ciências, diz:
"A idéia de simplesmente ser mais favorável é melhor para o seu casamento é um mito. Muitas vezes os maridos e as esposas pensam: 'Se meu parceiro realmente me conhece e me ama, ele ou ela vai saber que estou chateado e saberá como me ajudar'. No entanto, essa não é a melhor maneira de abordar o casamento. Seu parceiro não deveria ter que ser um leitor de mente. Casais serão mais felizes se eles aprendem a dizer: 'Isto é como eu estou sentindo, e é assim que você pode me ajudar.'"


Para texto da pesquisa: AQUI

Casamento e auto-estima

Um estudo realizado na Universidade Estadual de Nova Iorque (EUA) examinou como a questão da autoestima influência numa relação. Tendo como parâmetro os custos da interdependência e da busca por objetivo autônomo, verificaram-se como os custos de autonomia ativa automaticamente fatores compensatórios aos processos cognitivos que atribuem maior valor ao parceiro. Pesquisadores conduziram testes com jovens recém-casados e observaram que quando uma das partes tem autoestima muito baixa existe a tendência deste se tornar muito dependente e não consegue corresponder às expectativas do cônjuge. Em casos assim o relacionamento começa a se deteriorar já no primeiro ano. O problema se agrava quando o parceiro que possui autoestima baixa começa a tornar o outro cada vez mais responsável por suas próprias necessidades.