30/10/2012

Liberdade, esterelidade e tédio

A liberdade pode ser compreendida como o momento em que não precisamos criar coisa alguma – pura esterilidade; nenhuma pressão interior ou exterior para se fazer coisa alguma, nenhum projeto, nada a conquistar, nenhum lugar para ir, nenhum movimento a ser feito, nada é criado, nada é destruído. Liberdade não é simplesmente a possibilidade de fazer algo, mas também a possibilidade de não fazer nada.

Alexsandro

Sofrimento e justiça

O sentimento de justiça muitas vezes sustenta a esperança daqueles que sofrem. É comum ouvirmos conselhos e comentários quando estamos sofrendo por uma dor, por um dano causado por alguém ou estamos envolvidos em alguma situação mais delicada. Todos nós já ouvimos ou mesmo falamos coisas do tipo: “Ele(a) ainda vai pagar. Você se sente assim agora? Depois ele (a) vai se sentir muito pior, você vai ver. Afinal, aqui se faz, aqui se paga”. Mas pergunto: será que isso realmente acontece? Enquanto sofremos, como estão os causadores do nosso sofrimento? Depois de ferido por alguém o que devo fazer? Assumo o papel de vítima? Sou mesmo uma vítima da crueldade ou mesmo da insensibilidade do outro? Devo esperar que o outro venha a sofrer como eu? E o sofrimento do outro será suficiente para calar a minha dor?

Alexsandro

Dor e decisão


Grandes decisões podem ser tomadas nos momentos de tristeza e angústia, fazendo com que toda uma vida mude. Alguns são capazes de usufruir desse momento, corrigir algumas coisas, crescer e amadurecer com tudo isso. Já os despreparados ou mais fracos, simplesmente definham.

Alexsandro

20/10/2012

Os Especialistas da Alma e as Tecnologias da Satisfação



O Estado moderno se desenvolveu tornando os indivíduos parte dele. Essa integração se deu sob a condição de que a cada um foi dada uma individualidade sujeitada a um conjunto de mecanismos específicos. O Estado lançou sobre os indivíduos um tipo tal de administração que, entre outros aspectos, buscou agregar aos seus objetivos as aptidões pessoais e subjetivas de cada um por meio da utilização de estratégias sociais e políticas de governo e do estabelecimento de instituições e técnicas de gerenciamento e legalização. É neste sentido que a subjetividade entra nos 
cálculos das forças políticas no que diz respeito ao estado da nação, às possibilidades e aos problemas enfrentados pelo país, às prioridades e às políticas. Os governos e os partidos de todos os matizes políticos têm formulado políticas, movimentado toda uma maquinaria, estabelecido burocracias e promovido iniciativas para regular a conduta dos cidadãos através de uma ação sobre suas capacidades e propensões mentais (Rose, 1999, 31).
Os investimentos sobre a subjetividade dos indivíduos na produção de significados e posições de sujeito são amplos e profundos.
Quando ministros, altos funcionários e relatórios oficiais se preocupam com a eficiência militar e pensam em ajustar o homem ao posto de trabalho, quando constroem a produtividade industrial em termos da motivação e satisfação do trabalhador, ou quando definem como um problema o crescimento do divórcio, formulando-o em termos das tensões psicológicas do casamento, significa que a “alma” do cidadão entrou de forma direta no discurso político e na prática do governo (Rose, 1999, 31).
Há por parte dos governos um desejo sempre crescente em ampliar e legitimar seus exercícios de autoridade, lembrando que, seguindo a perspectiva sugerida por Foucault: “O que é importante para nossa modernidade, para nossa atualidade, não é tanto a estatização da sociedade mas o que chamaria de governamentalização do Estado” (1992, 292).
Esta governamentalização é por ele definida como sendo, entre outras coisas:
O conjunto constituído pelas instituições, procedimentos, análises e reflexões, cálculos e táticas que permitem exercer esta forma bastante especifica e complexa de poder, que tem por alva a população, por forma principal de saber a economia política e por instrumentos técnicos essenciais os dispositivos de segurança. (1992, 291/ 292).
Foucault compreende assim o governo como uma arte e uma atividade que penetra todos os espaços, que a tudo alcança, a todos atinge, de forma que não somos, por conta disto, os formuladores e realizadores autônomos de projetos individuais. Os discursos que proclamam que os indivíduos estão aptos a fazerem escolhas racionais, que são seres autônomos, no sentido de que não estão sob o controle de ninguém, que são capazes de demandarem seus desejos e os mecanismos pelos quais estes podem ser concretizados fariam parte de um mito, seriam parte de uma ferramenta de subjetivação que tornariam a apreensão e compreensão de nós mesmos uma estratégia de governo. Neste sentido, o individuo seria uma produção do poder e do saber. No livro Vigiar e Punir é mostrado um conjunto de procedimentos pelos quais técnicas disciplinares presentes em diversas instituições são utilizadas para tornar os sujeitos dóceis e úteis, que dentro de vários campos discursivos a construção do eu é uma atividade exercida por outros sujeitos, pelo poder/saber ai estabelecido. Foucault nos põe diante das tecnologias de dominação, que, possuindo como alvo principal o corpo, visam tornar o sujeito obediente. O que chama a atenção nesse momento é o quanto este tipo de tecnologia encontra-se disseminada, o quanto métodos que permitem o controle detalhado das operações do corpo são hoje utilizados no sentido mesmo de impor sobre os sujeitos uma relação de docilidade-utilidade.
Tendo como referência o encaminhamento acima apontado, nos interessa aqui apresentar algumas discussões sobre a fabricação de pessoas enquanto sujeitos no interior de certos aparatos de subjetivação, ou seja, como certos discursos são eles próprios produtores de sujeitos.
Rose aponta para o aparecimento de uma expertise da subjetividade. Esta seria composta por profissionais que especializados no eu, mais especificamente, se dizendo capazes de diagnosticar causas e apresentando soluções para os mais diversos problemas. Juntamente com psicólogos (clínicos, ocupacionais, educacionais), fariam parte desta expertise
Trabalhadores do serviço social, gerenciadores pessoais, pessoas encarregadas de  acompanhar condenados em liberdade condicional, conselheiros e terapeutas de diferentes escolas  e orientações têm baseado sua reivindicação do direito à autoridade e legitimidade social na sua capacidade de compreender os aspectos psicológicos da pessoa e de agir sobre eles, ou de aconselhar outros sobre o que fazer (1999, 33).
São estes os engenheiros da alma humana, ainda segundo Rose; para mim, os especialistas da alma, fomentadores de novos discursos e novas relações de poder-saber sobre o eu. São os gerenciadores desses discursos, aqueles que os fazem circular. Um especialista da alma é aqui definido como um tipo que interpreta e determina verdades subjacentes das quais e sobre as quais os sujeitos não estão conscientes. Ele se apresenta como portador de técnicas pelas os sujeitos pode atingir as verdades que precisam para ser aquilo que o especialista determinou como sendo a identidade a ser buscada ou assumida. Nesse modelo o processo se dar no sentido de tornar o sujeito um determinado tipo de sujeito. O resultado é que o sujeito aqui implicado acaba caindo numa malha de controle extremamente articulado entre uma terapêutica de moldagem e uma pedagogia de ação. O discurso de tais especialistas prega a crença segunda a qual é possível chegar a verdade essencial sobre o próprio eu, sendo eles os mediadores entre o eu e as verdades sobre este eu. Aqui os sujeitos tornam-se um objeto de saber em dois sentidos: para si e para os outros – ao ouvir e ao assumir tal verdade, o indivíduo conhece a si próprio e torna-se conhecido para os outros, num processo que é, como dito acima, ao mesmo tempo terapêutico, pedagógico e controlador.
Nesse tipo de discurso a realidade reflete-se no espelho da “mesmidade”. Na “mesmidade” também vinga um discurso da semelhança como uma imposição a todos os indivíduos e grupos de uma pretensa descrição verdadeira do mundo, como a única porta de acesso à realidade: sejam semelhantes a isso ou aquilo, sejam semelhantes a quem é feliz, a quem é magro, bonito, aventureiro, esperto, famoso, empreendedor, rico, ético, a quem faz sucesso. Ai o infinito jogo do tornar atual, atualizado, novo, inovado, é sempre trazido à tona, é sempre lembrado, como se assim fizesse frente às circunstâncias que se expressam no presente e que devem ser superadas em prol daquilo que o especialista apresenta. Entretanto, o processo se revela como apenas um eterno reproduzir do mesmo, traduzido em termos tais como: restaurar, reafirmar, reformar, readaptar, etc. É a busca por um alojamento cômodo do e no presente, o estabelecimento de figuras e mapas fixos, fazendo da inquestionabilidade a força motriz, fermentando o homogêneo, reduzindo os trajetos, estendendo o contínuo. É a lógica do Uno atuando, fomentando consenso, buscando sustentar uma lógica que, segundo entendemos, passa pelo apelo da manutenção de uma dada identidade que deve ser experimentada e acolhida por todos aqueles que venham a cair dentro deste campo discursivo, de forma tal que se sintam fazendo parte de uma comunidade cujas crenças, valores, maneiras de pensar, moral, códigos de ação devam ser assumidos por todos os membros do mesmo modo.
A esses especialistas da alma vinculamos as tecnologias da satisfação, ou mais especificamente aquele tipo de discurso que constrói um sujeito sempre em busca de satisfação. O modelo básico do discurso das tecnologias da satisfação pode ser definido como uma espécie de receituário que indica caminhos ou métodos que podem tornar o sujeito satisfeito tanto consigo mesmo quanto com o percurso traçado por/para ele. Este tipo de discurso se revela disciplinar tanto pelo fato de definir o tipo especifico de sujeito da satisfação, quanto por indicar como o sujeito vai chegar a ser aquilo ou aquele que o especialista apontou como sendo o tipo de sujeito ideal para um tal tipo de satisfação, por exemplo. Embora simplesmente o fato de se estar no meio do processo já seja o suficiente para que este sujeito seja controlado, individualizado e normalizado, no sentido foucaultiano dos termos, uma vez que há todo um regime de policiamento no intuito de determinar até que ponto os sujeitos estão satisfeito consigo e com as coisas as quais está conectado ou não.
É interessante notar que estas tecnologias não se apresentam como sendo práticas constitutivas, como práticas pedagógicas, como produtora de sujeitos, mas, pelo contrário, se colocam apenas como mediadoras, como apenas portadoras dos recursos para o desenvolvimento dos indivíduos. Fica suprimida a ação produtiva desses discursos enquanto estratégia de construção de sujeitos. Desta forma podemos entender o quanto essas tecnologias não são estratégias neutras, elas, ao vincular poder e saber, politizam o corpo, subjetivam os sujeitos.
Nesse tipo de tecnologia o sujeito deve se sentir satisfeito não quando possuir um conjunto particular de competências, habilidades e conhecimentos, mas se puder ser definido como aquele que materializa em si capacidades e disposições pragmáticas. A medida da satisfação do sujeito consigo mesmo é algo totalmente arbitrário, entretanto seu campo de atuação é nítido, o lugar de sujeito que se ocupa naquele momento. O critério de avaliação pode ser definido na relação do sujeito consigo e é determinado por expressões tais como
“autoconhecimento”, “auto-estima”, “autocontrole”, “autoconfiança”, “autonomia”, “auto-regulação”, “autodisciplina”. Essas formas de relação do sujeito consigo mesmo podem ser expressadas quase sempre em termos de ação, com um verbo reflexivo: conhecer-se, estimar-se, controlar-se, impor-se normas, regular-se, disciplinar-se, etc. (Larrosa, 2000, 38)
As tecnologias do eu presentes nessas tecnologias da satisfação agiriam no sentido de capacitar os sujeitos para que estes ajam sobre seus corpos, almas, pensamentos e ações. Como se essa possibilidade de relação reflexiva da pessoa consigo mesma oferecesse ou fosse o caminho essencialmente humano de se chegar a uma consciência de si, juntamente com a obtenção de um poder de fazer coisas consigo mesma, sobretudo quando isso significa a possibilidade de se obter felicidade, sabedoria, riqueza e realização.


Alexsandro

Obras citadas
FOUCAULT, Michel. Vigiar e Punir. 25ªedição. Petrópolis: Vozes, 1999.
LARROSA, Jorge. Tecnologias do eu e educação, in: SILVA, Tomaz Tadeu da (org.). O sujeito da educação. 4ªedição. Petrópolis: Vozes, 2000.
ROSE, Nikolas. Governando a alma: a formação do eu privado, in: SILVA, Tomaz Tadeu da (org.). Liberdades reguladas. 2ªedição. Petrópolis: Vozes, 1999.

27/09/2012

O inferno e o paraíso


A coisa mais difícil para todos nós é admitir-se como alguém que contribui para manutenção do inferno ou como alguém que é parte integrante dele. Pelo contrário, é mais fácil nos vemos como pessoas que anunciam o paraíso, que contribui para sua manutenção, como sábio que pode guiar a todos para ele.
Entendo o que Sartre quis dizer quando afirmou que “o inferno são os outros”. Mas convenhamos, o paraíso também são os outros, mesmo que não seja fácil estabelecer a diferença entre um tipo de pessoa e outro. ¿O que fazer? Não sei, mas Italo Calvino nos deixou uma luz que pode servir de indicação:

Há duas maneiras de não sofrer. A primeira parece fácil para a maioria das pessoas e consiste em aliar-se ao inferno até não mais senti-lo. A segunda é difícil e exige aprendizado continuo e constante e consiste em saber quem e o quê, no meio do inferno, que não é inferno e preservá-lo e abrir espaço!

Alexsandro

16/09/2012

Três notas sobre perfeição

¿O que é perfeição? ¿Qual forma traz em si a perfeição? ¿Qual cor? ¿Qual textura? ¿Qual tamanho? ¿Qual momento pode ser considerado perfeito? Aquele que acredita poder definir o que é perfeição vai fazer isso de forma arbitrária ou baseado em algum parâmetro pré-estabelecido que enclausura a idéia de perfeição em algum limite de possibilidade às custas de negar outros. Ou não percebeu ainda que a idéia de perfeição que consagramos é algo artificial, muito artificial, e estabelecido por processos socioculturais.
 
 
Toda ideia de perfeição ou imperfeição que faça relação com qualquer aspecto das nossas vidas é fruto de algum programa cultural. A natureza não trabalha com a noção de perfeição. Na natureza as espécies vão se adaptando as situações. Perfeição em um mundo que muda significa imperfeição, morte, extinção.
 
 
Perfeição é crença, não é fato. Quem procura a perfeição tem poucas possibilidades de encontrá-la. Ou seja, a procura pela perfeição nos leva para uma jornada extremamente longa e com pouca ou nenhuma possibilidade de se chegar ao seu final, mas, mesmo assim continuamos alimentando a crença em um mundo perfeito, em uma vida perfeita, em um corpo perfeito, em uma idade perfeita, em uma relação perfeita, em um emprego perfeito, em um lugar perfeito.
 
 
Alexsandro

Pátria e Fronteira. Identidade e estrangeiro

Considerar-se estrangeiro é viver tendo como referência uma pátria. E as páttrias são delimitadas por fronteiras. São em nome das pátrias que se geram os estrangeiros, os párias. E como bem disse Zygmunt Bauman:
A despeito do que dizem os guardas de fronteira, as fronteiras que eles protegem não foram traçadas para defender a singularidade das identidades já existentes... o oposto é a regra: as identidades 'comunitárias' ostensivamente são subprodutos ou conseqüências do infindável (e por essa razão tanto mais febril e feroz) processo de estabelecimento de fronteiras.
 
Alexsandro 

Crenças




Alimentamos falsas crenças quanto ao nosso modo de vida, muitas delas ainda derivadas de um nada sutil etnocentrismo. Acreditamos que vivemos no melhor modo de vida já inventado, que precisamos apenas encontrar o melhor jeito de dela tirar proveito. Isso é crença, não é fato. Somos fervorosos fiéis de nossas crenças culturais, fazemos delas verdades universais. Como acontece em muitas crenças, nossas crenças culturais têm seus seguidores fundamentalistas. Algumas pessoas se apegam tanto a elas que qualquer um que as critique será tido como herege. Em um ambiente assim, alguém que consegue imaginar outros ambientes culturais como ambientes possíveis e até mesmo como ambientes mais viáveis se comparados ao nosso será visto como louco, como alguém sem senso de realidade.
Vemos-nos presos a cenários pré-fabricados, embalados a vácuo e vendidos em cômodas prestações. Trocamos nossa capacidade de criar vida pelo ritual diária de seguir crenças que nos fazem simular que estamos vivendo. Ao invés de uma vida abundante de criatividade seguimos uma imensa procissão de passos cadenciados. ¿Não sei, mas a capacidade de imaginar outros cenários possíveis não deveria ser parte integrante de nossa vida?
 
 
Alexsandro

06/09/2012

Pereça a pátria e salve-se a humanidade

É estranho pensar que o fato de sermos todos humanos não é suficiente para determinar nossas interações. A expressão “somos todos humanos” perde parte do seu potencial quando pensamos a noção de patriotismo e como esta limita nossas possibilidades. Aos nos tornarmos patriotas deixamos de ser parte da humanidade e passamos a fazer parte de um pequeno grupo de humanos ligados a uma pátria, um estado. Deixamos de ser humano e viramos brasileiro, argentino, paraguaio, peruano, boliviano... E pensar que o contorno de nossos mapas não são naturais. Foram recortados a partir de batalhas, muitas delas sangrentas.
O patriotismo é tema delicado e precisa ser debatido. Ele envolve desde a idolatria a símbolos nacionais, paixão cega àquilo que é regional, preconceito quanto ao outro que não é nacional e, principalmente, um complexo jogo de poder. Aqueles que vivem nas fronteiras dos países vivenciam isso de forma muito clara: o cruzar de uma linha, de uma ponte te coloca em outra cultura, outra legislação e outros valores, faz de cada um não um homem ou uma mulher com outros homens e mulheres, mas um estrangeiro entre estranhos.
Não foram poucos os que tiveram a sensibilidade de sentir o quanto a noção de patriotismo mais divide do que une.


Heroísmo no comando, violência sem sentido e toda detestável idiotice que é chamada de patriotismo – eu odeio tudo isso de coração.
Albert Einstein
Um homem que se respeite não tem pátria. Uma pátria é um visco.
Emil Cioran
Pereça a pátria e salve-se a humanidade.
Pierre Proudhon
Considero-me estrangeiro em qualquer país, alheio,a qualquer raça. Pois a terra é minha pátria e a humanidade toda é meu povo.
Khalil Gibran
Liciane

Os escravos modernos




Acordam todos os dias na mesma hora. Trabalham duro durante horas seguidas, seguindo um conjunto de normas e afazeres predeterminado por outros. São extorquidos física e moralmente. Obedecem ao poder público, representado, em sua maioria, por uma corja de corruptos. Enriquecem os cofres de empresários filhos da puta. Chegam ao fim do mês com pouco ou sem dinheiro algum. Vivem endividados. Com dividas que seguem acumulando. Suas algemas são as notas promissórias, o cartão de crédito, o parcelamento, o financiamento... Nem todos tem casa ou comida garantida. Não levam chibatadas, mas sofrem outras formas de castigos corporais.


Alexsandro