02/10/2010

“Professor, por que o senhor só fala de sexo?”

Procure visualizar a seguinte cena. Um professor qualquer passar dois meses falando cerca de 4 horas por semana, o que conta mais ou menos 32 horas, sobre coisa do tipo: a cristandade com sua sociedade homogênea e com uma cosmovisão estática e fechada devido a uma razão limitada por verdades teocêntricas. Depois engrossa o caldo com um pouco de renascimento, humanismo moderno, ciência moderna e segue apresentando os fundamentos filosóficos e políticos da modernidade - o sujeito e sua razão autônoma, o pensamento racionalista e individualista. Depois René Descartes e o tal do Cogito: “penso logo existo”. Empirismo inglês, Thomas Hobbes (o homem é o lobo do homem). Isaac Newton, Galileu, para tentar entender os motivos que nos levaram a tratar a natureza não mais objeto de medo e contemplação, mas como algo a mercê das nossas vontades. Nicolau Maquiavel, O Príncipe, o estado monárquico centralizado. Reforma protestante. Revolução Francesa. Os novos processos de produção que vão gerar a acumulação de capital. A revolução industrial. O pensamento liberal. Os processos que culminaram nas diferenciações presentes nas esferas sociais, políticas e econômicas da sociedade de mercado. A secularização das artes e das ciências. O aparecimento da cultura de massa. A crise da modernidade, a razão instrumental, a indústria cultural, o mercado, o ser humano transformado em objeto, a crise ambiental, miséria, fome, violência, guerra, solidão, depressão, império do lucro e do mercado. A razão moderna e as promessas não cumpridas de felicidade e prosperidade. A perda da fé na razão e vazio de sentido. O desencanto (tendo Weber como referência). Os mitos modernos, o progresso, a diversão, o consumo. A perda das referências históricas. A esquizofrênica busca do novo. A modernidade líquida de Bauman. A sociedade disciplinar de Foucault. Lyotard e a decomposição dos grandes relatos. A sociedade de consumo... Ai, no meio dessa salada de idéias e conceitos, o tal professor, em certo momento, cita Freud e seu conceito de desejo, com tudo que ele implica, para, em seguida, citar também Deleuze e como este conceituou o desejo de maneira diferente do de Freud. Não é que, para sua surpresa, de repente, sem a menor cerimônia, uma pergunta ecoa no ar da sala: “Professor, por que o senhor só fala de sexo?”


Qual a resposta mais adequada que se pode oferecer a uma criatura numa situação assim configurada? Não sei vocês, mas eu tomo o partido da filosofia do palavrão cunhada por Olavo de Carvalho.


A sociedade da decepção - Gilles Lipovetsky

A sociedade da decepção é o título de um dos livros de Gilles Lipovetsky e o tema central é o que o próprio título indica: como a decepção se tornou uma das marcas distintiva da nossa experiência.
Abaixo segue uma citação do livro no qual ele surpreende ao afirmar que nos decepcionamos nem tanto por desejamos os bens materiais que os outros possuem e não podemos ter. Superamos essa fase ou estamos em vias de superar, no entanto, ainda continuamos a desejar (ou invejar) bens não-comercializados (aquilo que o dinheiro não compra). "A inveja provocada pelos bens não-comercializáveis (amor, beleza, prestígio, êxito, poder) permanece inalterável".


"Ao fim e ao cabo, o mau uso dos bens públicos desperta mais indignação do que o uso de bens particulares. Com efeito, de que os consumidores se queixam mais freqüentemente? Dos engarrafamentos de trânsito, das praias superlotadas, do processo de descaracterização da paisagem natural por obra das construtoras de edifícios ou da invasão de turistas, da repugnante promiscuidade nos transportes coletivos, do barulho dos vizinhos, etc. Em outras palavras, o que gera decepção não é tanto a falta de conforto pessoal, mas a desagradável sensação de desconforto público e a constatação do conforto alheio.
Não surpreende, portanto, que seja no âmbito dos serviços, baseado no relacionamento entre as pessoas, que a decepção é mais freqüente. Manifestações de crítica são muito comuns contra o corpo docente das instituições de ensino, contra o mau funcionamento da Internet, contra o despreparo da classe médica...
Mas, em outra perspectiva, entretanto, convém não esquecer que, diferentemente do que ocorria no passado, os elos entre as pessoas e a esfera do consumo estão cada vez mais entranhados. Muito daquilo que compramos, não o fazemos com a finalidade de granjear a estima deste ou daquele, mas sobretudo visando a nós mesmos, isto é, tendo como objetivo aperfeiçoar os nossos meios de comunicação com o semelhante, melhorar o desempenho físico e a saúde do corpo, buscar sensações vibrantes e variadas formas de emoção, vivenciando experiências sensitivas ou estéticas. É nessa acepção que o espírito de consumo em benefício do outro, típico das antigas sociedades de classe, retrocede, dando lugar ao consumo para si. Em resumo, o consumo individualista emocional assume agora a dianteira em relação ao consumismo ostentador de classe. Simultaneamente, a tendência dominante é aceitar com maior naturalidade que outros possuam algo que não temos, porque a atenção de cada indivíduo está hoje mais voltada para a sua própria experiência íntima do que para o desempenho dos demais. Ao contrário dos primórdios da era democrática, que muito contribuiu para a disseminação do sentimento de inveja, na atual fase do hiperindividualismo consumista, muito mais raramente nos deparamos com aquele indivíduo que se dilacera interiormente por falta de poder aquisitivo para comprar o mesmo automóvel de alta qualidade do vizinho. A inveja provocada pelos bens não-comercializáveis (amor, beleza, prestígio, êxito, poder) permanece inalterável, mas aquela provocada pelos bens materiais diminui."
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A sociedade da decepção - Gilles Lipovetsky

A decepção é uma experiência humana universal desde sempre. Nas sociedades antigas, ela era restrita. Primeiro porque o desejo era mais limitado, existia uma cultura da resignação, resumida na expressão “é a vida”. E, depois, havia a religião, que limitava a decepção. A sociedade moderna fez explodir o sentimento da decepção. A democracia abriu o desejo das pessoas. Ela cria frustrações porque não suporta a desigualdade. E a era hipermoderna, que vivemos hoje, acelerou mais ainda a decepção, que agora está em todos os lugares, em todos os níveis sociais. Na política, por exemplo. As pessoas, em todos os países, estão sempre decepcionadas com a política. Com a globalização, não há mais a esperança revolucionária. É a era do direito do homem, e este é sempre inferior ao desejo. A escola. Antes ela tinha a virtude de permitir a ascensão social. Mas hoje temos jovens muito qualificados que trabalham em coisas que não correspondem a essa qualificação – e isso gera decepção.
As pessoas podem até se declarar felizes, mas isso não significa grande coisa. Há outros indicadores como a ansiedade no trabalho e com os filhos, taxas de suicídio e casos de depressão e dependência, que mostram como a sociedade de bem-estar é uma sociedade de frustrações. Depois dos anos 60, desenvolveu- se a idéia de que o consumismo cria a decepção porque mostra o que você não vai ter. Ou que você seria forçosamente frustrado porque, quando tem uma coisa, já sonha com outra, como se isso levasse a pessoa a uma decepção permanente.
O consumo de bens materiais não é tão produtor de decepções. Os objetos têm um valor pela novidade. Não é porque você não tem um Jaguar que o seu carro modesto não o satisfaz. Você pode gostar da sua casa, sem que ela seja um castelo. O consumo cultural é o que decepciona. Veja, por exemplo, a televisão. Ela é feita para ser um espetáculo, mas se você fica zapeando é porque o espetáculo não o satisfaz. O zapping é uma permanente decepção. A decepção mais forte, mais intensa, a mais cruel é a que você tem com outras pessoas. Então se engana quem culpa o consumo pela infelicidade. O que dá frustração é a individualização do mundo, é a relação com os outros e consigo mesmo.
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09/09/2010

Simples assim

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A palavra "Candidato" deriva do latim "Candidus" que significa branco, brilhante, alvo, puro.
A história é mais ou menos assim. Quem desejasse ser eleito a algum posto público, na Roma clássica, tinha de provar que era puro de alma para merecer os votos dos concidadãos. Neste sentido, os pretendentes apresentravam-se em público sempre vestidos de branco, a cor da pureza. Daí o "Candidatus", de "Candidus, que em latim quer dizer branco. Ou seja, o "Candidatus" era o pretendente a cargo público que se vestia de branco para provar pureza de intenções.
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A 'Politeia' e a 'Idioteia'

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Idiota
A palavra idiota deriva da antiga Grécia e nominava aquelas pessoas que não estavam integradas na vida pública grega. Referia-se aqueles que não se interessavam ou não participavam dos assuntos públicos. Devemos ter em mente que a vida pública era de grande importância para os gregos e alguém que dela não participava não era visto com bons olhos. Neste sentido, o termo acabou assumindo um significado pejorativo.
A raiz da palavra se encontra em ἴδιος (ídios), que significava o que era privado, particular, pessoal, aquilo que é próprio.
Com a mesma raiz encontramos termos como “idiossincrasia” que diz do temperamento, do caráter, daquilo que nos distingue dos demais, o que é próprio de um individuo ou de uma coletividade.
Temos ainda “idioma” (em grego ἰδίωμα , propriedade privada), fazendo referência a língua própria de um povo ou comum a vários.
Assim, idiota era alguém que se preocupava apenas consigo e com seus interesses privados ou particulares, sem dar atenção aos assuntos públicos ou políticos. Devemos ter em mente que na vida greco-romana a política assumiu um grande significado para os homens livres. Não é sem motivos que a palavra idiota assumiu uma conotação pejorativa, se tornando um insulto devido ao fato de que ser um idiota, ou seja, ser alguém que só se preocupa com suas próprias coisas, passou a ser alguém que trazia em si a insígnia da desonra de não participar da vida pública.

Um pouco mais

Desde os gregos, a referência inicial para pensarmos o intrincado da experiência humana se encontra nos conceitos de família (oikos) e de cidade (polis).
A fronteira entre a família e a cidade tinha como referencia a fronteira entre aquilo considerado privado e aquilo considerado público. O chão político (politeia) possuía conotação diferente do chão privado (idioteia). O espaço da "politeia" era reservado ao homem livre, que se definia por dois princípios: senhor da sua casa (superior aos demais que dele dependiam), mas, não mais que um igual entre os homens livres na comunidade política. Este espaço era também entendido como o espaço lingüístico, o espaço da palavra. Por sua vez, mulheres, crianças, escravos, enfim, os que não eram considerados livres, circulavam no espaço da "idioteia", delineavam seus movimentos no espaço privado, que era entendido como o espaço da não-palavra.
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28/08/2010

Apontamentos sobre os ciganos: a diferença causando repúdio







1. A palavra cigano é uma denominação vulgar para “rom” (ou “roma”, no plural). Constituem um povo de tradição nômade. Algumas interpretações mais aceitas indicam que são de origem indiana. Seja como for, o que os caracterizam atualmente é, sobretudo, a ausência de uma referencia histórica a algum país de origem. O problema que esse fato causa para eles é a falta de uma identidade de Estado ou cidadã que lhes possibilitem o reconhecimento como grupo étnico.

2. O preconceito contra os ciganos estimulou o surgimento de uma série de lendas contra eles: chegou-se a buscar na Bíblia elementos para aparentá-los a Caim e considerá-los amaldiçoados. Outra lenda aponta-os como aqueles que teriam fabricado os pregos da crucificação de Jesus de Nazaré.

3. Porajmos - Significa "devorar", é um termo cunhado pelo povo cigano Rom para descrever a tentativa do regime Nazista de exterminá-los. O fenômeno tem sido pouco estudado se comparado ao Holocausto judeu. Uma explicação para o esquecimento do extermínio cigano pelos nazistas se encontra no fato das comunidades ciganas serem menos estruturadas e organizadas do que outras que também sofreram com o regime nazista.

4. Atualmente o povo ciganos é o mais discriminado da Europa. (Sim, mais do que judeus e mulçumanos)
"O preconceito contra eles sempre existiu na Europa ocidental, sobretudo porque eles levam um modo de vida diferenciado, não tolerado pelo europeu. É uma cultura que o europeu não consegue apreender, porque baseada no oposto do que estamos acostumados, ou seja, em um máximo de estabilidade possível."
(Jean-Yves Camus, especialista em extrema-direita do Instituto de Relações Internacionais e Estratégicas - IRIS)


5. Situação dos Ciganos na Europa ( o que segue são apenas exemplos de medidas tomadas contra os ciganos em alguns paises)

França
Parabéns a França por ser o berço da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, sistematizados em dezessete artigos e um preâmbulo, nos quais os ideais libertários e liberais da Revolução Francesa estão inscritos e por dar prova do seu valor na forma das ações do seu atual presidente Nicolas Sarkozy e seus ataques contra os ciganos, no caso, aqueles que vivem na França.

Itália
O governo italiano é outro que se coloca contra os ciganos. O governo passou a registrá-los, recolhendo impressões digitais, e a propor indenizações para a saída voluntária dos ciganos em situação ilegal do país. O "incentivo" compreendia 400 euros e uma passagem de avião para o país de origem. O ministro italiano do Interior, Roberto Maroni, membro da Liga do Norte, o principal partido de extrema-direita, pretende expulsar qualquer cigano que não seja domiciliado ou que dependa do sistema social do país.

Alemanha
A Alemanha incentiva a partida voluntária e promove expulsões regulares de ciganos tidos como ilegais.

Reino Unido
Nas últimas eleições para primeiro-ministro, uma das promessas de campanha do candidato conservador David Cameron, vencedor do pleito, foi a de reforçar a legislação contra a ocupação ilegal de terrenos vazios, visando, nas entrelinhas, à comunidade cigana. O projeto prevê a criação de um novo delito através do qual os policiais serão autorizados a prender pessoas que se recusam a deixar um terreno ocupado ilegalmente.

República Checa
As violências com ciganos fazem parte do cotidiano, inclusive por parte do governo. O Estado checo chegou a obrigar crianças ciganas a freqüentar centros para doentes mentais.
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Notícia da Rádio e Televisão de Portugal (RTP) sobre os ciganos
-Apenas aúdio-




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15/08/2010

Custo de oportunidade

Em economia o "Custo de Oportunidade" representa o custo associado a uma determinada escolha medido em termos da melhor oportunidade perdida. Explicando. Representa o valor que atribuímos à melhor alternativa entre outras possíveis - se escolho "a" ao invés de "b" é por considerar a primeira alternativa mais "vantajosa" que a segunda dentro de determinada situação. Mas, ao fazer tal escolha, perco aquilo que adviria caso tivesse escolhido a segunda alternativa.
Para além do seu sentido econômico e no sentido que aqui empregamos, o custo de oportunidade está diretamente relacionado com o fato das nossas escolhas estarem sempre entre alternativas possíveis. Ou melhor, sempre que escolhemos o fazemos por termos mais de uma alternativa, caso contrário não seria escolha, seria determinação ou algo parecido. Como somos levados a escolher o tempo todo, essas escolhas implicam em abrirmos mãos de determinadas oportunidades ou possibilidades em detrimento de outras, o que traz como conseqüência a existência de um custo de oportunidade sempre que tomamos uma decisão, sempre que escolhemos. Enfim, escolhas implicam em ganhos e perdas. Resta-nos avaliar se o que perdemos compensa o que ganhamos e vice e versa, se aquilo que ganhamos compensa o que perdemos.
Mais um ponto. O custo de oportunidade representa o valor associado à melhor alternativa não escolhida. O que significa? Significa que há de se levar em consideração também o fato de que a alternativa escolhida pode não trazer os benefícios que a alternativa não escolhida traria - quando escolho "a" posso estar deixando de lado benefícios que seriam mais vantajosos casa tivesse escolhido "b". O que temos é que o custo de oportunidade diz respeito também ao maior benefício que não foi obtido na escolha, ou seja, a escolha não trouxe o beneficio esperado e pior, a outra alternativa seria de fato a melhor.
Por que escolhemos algumas coisas e não outras? Por que atribuímos valor a isso e não aquilo? O que me leva a viver de uma maneira e não de outra? São questões que levam em consideração critérios de valor. Tais critérios que usamos para valorar algo estão relacionados de alguma maneira com o custa de oportunidade que vislumbramos ao escolhermos algo. O ponto central da questão se encontra exatamente nos critérios que usamos para escolher. Serão eles critérios que me possibilitarão a melhor escolha? E mais, o que seria uma boa escolha? Estamos realmente capacitados para avaliarmos entre alternativas possíveis? Será que estamos sobretudo prontos para avaliações críticas?
Alexsandro
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14/08/2010

Gente que enche o saco

Gente que lê livro de auto-ajuda e acha que está lendo filosofia.
Gente que acha que sabe do sentido da vida.
Gente que acha que escuta a melhor música do mundo.
Gente que acha que a regra vale mais que a vida.
Gente que vive em busca da "cara-metade".
Gente que acha que pagar é de fato ter direito.
Gente que acha que futebol é coisa de todo brasileiro.
Gente que acha que ser brasileiro é a melhor identidade do mundo.
Gente que acha que ter identidade é a melhor coisa do mundo.
Gente que coloca a aparência acima de tudo.
Gente que aparenta o que não sabe o que é.
Gente que despreza o que simplesmente não entende e por não entender acha que não deve possuir valor algum.
Gente que gera expectativas que não levam a nada.
Gente que ensina o que não entende e que ao invés de libertar o pensamento o torna algo difícil de funcionar.
Gente que espera por milagres.
Gente que venera a deuses mortos.
Gente que revela o pior do mundo em suas ações.

Alexsandro
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Qual o perigo que corremos diante de tanta mediocridade advinda do mundo artistico?

A vida humana é uma experiência que em grande parte dela estamos em busca de respostas para os mais diversos dilemas e problemas. É uma vida em busca de respostas para que ela própria possa ser experimentada da maneira mais plena possível, ou seja, buscamos respostas para tentar expandir a vida, renovando-a e fortalecendo-a cada instante.
A par deste fato devemos procura entender o perigo que corremos ao sermos seduzidos por obras de arte medíocres, qual seja, o de perdemos a dimensão criativa da arte em nossas próprias vidas, essa característica que a torna tão necessária para todos nós, sobretudo a uma vida que deseja a todo instante superar o momento, as forças que a constrange, as adversidade ambientes. Devemos entender que a arte, em suas diversas formas de expressão é o laboratório das experimentações para novas possibilidades de sermos outros e outras para além daquilo que se encontra determinado pela média do ambiente no qual circulamos.
Alexsandro
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